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Page history last edited by Ana Beatriz Lima da Silveira 2 years, 10 months ago

Relatando uma experiência

     Em 2008, minha escola recebeu um caso de inclusão, essa aluna iria freqüentar a turma de 1º ano, sendo que a professora dessa turma sou eu. Quando recebi a notícia de que receberia uma criança com necessidades especiais, fiquei trêmula, preocupada, o que iria acontecer, como seria essa criança, será que conseguiria dar conta do recado, como falamos no popular. Chegou o primeiro dia de aula, não sei dizer quem estava mais aflita, eu ou a menina!!! Sua mãe também mostrava-se muito ansiosa. O mais interessante é que os colegas de sala não mostraram-se indiferentes, ajudavam nas atividades, repetiam quando ela não entendia alguma coisa,brincavam na pracinha com ela( só brincava no balanço). Os dias foram passando, confesso que minha angústia aos poucos foi diminuindo, não desapreceu por completo, mais amenizou, assim como a agonia de sua mãe. Esperei muito auxílio da escola especial(Cebolinha) da qual ela fazia parte, só fui chamada uma vez no ano, e a Psicopedagoga disse-me que eu não deveria angustiar-me, pois a ida dessas crianças para as escolas regulares era mais para sociabilização, o resto era muito, muito, muito devagar. Sua mãe reclamava que o mesmo acontecia nos atendimentos da escola especial para com a menina, ela chegava lá cedo, e ficava esperando até quase 11 horas, as professoras passavam por elas e não olhavam, então depois de muito esperar diziam que naquele dia não poderiam atendê-las, é incrível a falta de respeito para com o ser humano.

     Por duas vezes a mãe da criança veio conversar comigo para ver da possibilidade de retornar a menina para a escola especial, eu dizia que não achava conveniente, que assim como elas nós também estávamos aprendendo, pesquisando para poder ajudar, para poder incluir e receber com todo o respeito que essas pessoas merecem. O que posso dizer é que formamos um laço de amizade e confiança muito grande, quando a menina não podia ir a aula, a mãe dizia que ela chamava meu nome "ANA", a letra do meu nome foi a segunda letra que ela conseguia identificar, a do nome dela era a primeira é claro, mas conseguimos vencer o primeiro ano de inclusão, tenho consciência de que não fui a melhor professora para ela, pois não consegui desenvolver muito o seu lado cognitivo, mas sei que passei muita confiança, carinho e respeito para ela,este ano ela está no 2º ano de 9, está bem entrosada na escola e com os colegas.      "Sabemos que a lei é muito bonita, mas agora mais do que nunca, sei que o professor e a comunidade escolar precisam estar  unidos para  irem a luta, encontrar meios para resolver suas dificuldades, suas inclusões, pois se formos esperar por lei, governantes, sabemos que nada irá mudar. 

 

 

Lendo os textos que a professora disponibilizou, fiquei pensando que é verdade, quando ouvimos dizer-o papel aceita tudo que ali escrevemos. Na Lei 9394/96 -LDB, capítulo V - §1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular....; ano passado tive três casos de crianças com necessidades educacionais especiais e não recebi nenhum apoio especializado, o que a mantenedora dizia é que precisava de três casos diferentes de inclusão COM LAUDO, para que mandassem uma monitora.Fiquei esperando o ano inteiro e nada. obs: só uma possuía laudo( Síndrome de Down) e nem para essa recebi apoio.
No CNE/CEB Nº 2, 11/02/01- Art. 8º- I- professores das classes comuns e da educação especial capacitados e especializados, respectivamente, para o atendimento às necessidades educacionais dos alunos: de que capacitação estão falando, aquela que aprendemos no magistério, ou aquelas formações continuadas que nada tratam da inclusão, conversei com as colegas da escola que já estão graduadas, e questonei quais as cadeiras que tiveram na faculdade sobre inclusão, ao que responderam- a professora passou uma lista de síndromes, dividiu em grupos e mandou apresentar para os colegas, isso foi trabalhado durante todo o semestre. Parece piada, mas é a mais pura verdade.
IV - serviços de apoio pedagógico especializado, nas classes comuns, mediante:
a) atuação colaborativa de professor especializado em educação especial; quando recebi a aluna com necessidades especiais, houve a promessa de total apoio por parte da escola especial Cebolinha, fui chamada duas vezes na escola, na primeira todas as professoras(es), equipe pedagógica junta, todos lotados de perguntas e angústias, no primeiro questionamento fomos podados, aquelas perguntas deveríamos levar para a mantenedora, ali não era o local....
b) atuação de professores- intérpretes das linguagens e códigos aplicáveis; onde estão esses profissionais, nas escolas é que não estão!!!!
c) atuação de professores e outros profissionais itinerantes intra e interinstitucionalmente; passamos quase metade do ano, pedindo os projetos para as escolas e não recebemos, o que dizer de prof. itinerantes, e outra coisa não adianta mandar uma itinerante, estagiária do magistério que só atrapalha, temos que ficar o tempo todo dizendo o que deverá fazer agora, daqui a pouco, é mais uma para darmos atenção.
Cada vez mais tenho consciência, de que as leis são lindas, maravilhosas, lendo parece que tudo irá acontecer, mas a nossa realidade e a de nosso aluno é bem diferente, às vezes, não entendo onde está a igualdade, o direito a educação para todos. Se não possuímos o mínimo para atender essas crianças. Amor e dedicação é necessário, mas não é o suficiente!!!


   

UNIDADE 2 

     Fiz uma entrevista com a supervisora de minha escola, sobre a INCLUSÃO.

     Trabalho na Escola Municipal de Ensino Fundamental Mário Quintana, sita na rua Ângelo Corso, nº 151, Morada do Vale III, temos atualmente 273 alunos, 22 docentes, horário de funcionamento manhã das 8h às 12h e tarde das 13h às 17h. A escola atende ao Ensino Fundamental.

     Atualmente atendemos a 9 crianças com necessidades educacionais especiais, temos alunos com Síndrome de Down, Baixa visão, Hiperatividade e Déficit de atenção. Nossa escola não possui nenhum tipo de atendimento especializado, somente uma aluna com Síndrome de Down, recebe atendimento uma vez por semana na Escola Especial Cebolinha.

     Os professores não recebem formação específica para o atendimento educacional especializado dessas crianças. Refiro-me a algum curso, que trate mais especificamente sobre os problemas das crianças com necessidades especiais, o que temos são docentes que enfrentam todos os problema que surgema sua frente somente com força de vontade, mas que sabemos que não é o suficiente para esse atendimento tão delicado, às vezes até complexo. Não possuimos adequação arquitetônica para acessibilidade, nos dias atuais não temos cadeirantes, já tivemos anos atrás e foi feita uma rampa de qualquer jeito para que a mãe pudesse locomover sua filha até a sala de aula. A escola não possui nenhum recurso educacional, ex:livros paradidáticos em braile; laptops com sintetizador de voz,etc. Enquanto não recebemos todos esses recursos, vamos levando conforme as necessidades vão surgindo. Mas acredito que desta forma estamos apenas contribuindo para que nada melhore dentro das instituções escolares, conforme o ditado popular"quem se cala consente", ou seja, enquanto estivermos calados é porque estamos achando bom, estamos conseguindo arrumar as dificuldades dentro das salas, e quem socorre os professores, que estão ficando doentes, frente a tantos problemas vivenciados em nosso cotidiano.

     Na LDB-1996, E SEU ARTIGO 59-

     II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os super dotados. Na verdade minha escola não se preparou para essa exigência, pensamos somente em aceleração e reclassificação para alunos "ditos normais", mas quando pensamos em educação especial, ainda não estamos esclarecidos a como proceder.

     As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001, no artigo 2º, determinam que: os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos. (mec/seesp, 2001). 

Infelizmente a escola sozinha não conseguirá fazer isso por mais que a equipe diretiva e corpo docente estejam interessados e bem intencionados. Precisa-se de recursos.  

     Nossa escola é favorável ao tema Educação e Diferenças, desde que sejamos bem fundamentados teoricamente e que recebamos da mantenedora os recursos necessários (material, salas de recursos, espaço físico adequado,etc).

     Em que medida o debate sobre a inclusão tem contribuido para que a educação dos sujeitos considerados "diferentes" possa ser pensada como parte da educação - temos procurado incluir o assunto em nossas reuniões de formação (na escola), sensibilizando o grupo de docentes para o atendimento a estes alunos.

  UNIDADE 3 

 

Parte A) Material fornecido pela de SMED Gravataí. (28/04/09)

 Atendimento especializado que a rede Municipal dispõe para as crianças e seus familiares.

Os serviços especializados são:

1) Material da SMED Gravataí – Atendimento a rede municipal

Público Alvo: Crianças e adolescentes

Especialidades atendidas: Neurologia, fonoaudióloga e oftalmologia.

a) Neurologia - A escola deve entrar em contato com o serviço social e agendar atendimento informando dados sobre o educando e informar motivo do encaminhamento.

b) Fonoaudióloga: A escola deve encaminhar o aluno para a triagem para o mesmo realizar uma avaliação.

c) Oftalmologia: A escola deverá fazer um teste de acuidade visual e encaminhar a ficha de encaminhamento para o serviço social.

2) CEACAF - Centro de Atenção a Criança, Adolescente e Família.

População Alvo: Crianças, adolescentes e família.

Especialidades atendidas: Psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, serviço social, neurologia, hebiatra e terapia de família.

3) CAIS MENTAL

Público Alvo: Adulto

Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.

4) CEAC – Centro de Ações Coletivas

Tipos de projetos e programas oferecidos:

* Programa DST – AIDS

* Atendimento Infectológico

* Consultas, coletas de exames.

* Atendimento psicológico

* Atendimento social

5) CAPS – A/D – Centro de Atendimento Psicossocial em álcool e drogas.

Público Alvo – Adulto

Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.

6) Central de Especialidades

Público Alvo - Crianças, adolescentes e família.

Especialidades: Cardiologista, Neurologista, Ortopedista, Dermatologista, urologista, pneumologista infantil e eletro cardiograma.

7) Centro de Saúde dos Trabalhadores

Grupo Operacional – Atendimento dentro da área operacional e auxílio às unidades básicas das especialidades de traumatologia, otorrinolaringologia e fonoaudiólogo.

8) Conselho Tutelar de Gravataí

Público Alvo: Criança e adolescente em situação de risco vítima de violência, maus tratos e negligência.

9) CEDUGRA – Centro de Educação de Gravataí

Público Alvo: Criança e adolescente

Especialidades: Psicologia e Psicopedagogia

10) CAEPSY – Centro de Atendimento e Estudos em Psicologia

Trabalha com atendimento psicológico de compreensão psicanalítica, oferecendo serviços de psicoterapia individual, grupal, para casal e família.

Psiquiatria – Trabalha com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico e funcional.

Psicopedagogia – Tem como foco o trabalho com as dificuldades de aprendizagem, atendimento a crianças e adolescentes.

Fonoaudiólogo – A terapia fonoaudiólogica trabalha as dificuldades no desenvolvimento da linguagem, de fala e da voz.

Inclusão de Pessoas com deficiência – O CAEPSY participa de todo o processo de inclusão, desenvolvendo um programa específico de preparação da equipe para receber e conviver com os novos colegas. 

Parte B) ESTUDO DE CASO

     Quando li a atividade que deveria escolher um(a) aluno(a), que estivesse trabalhando ou não nesse ano, resolvi escrever sobre aluna T, de 9 anos, com Síndrome de Down, depois de passar anos participando de uma escola Especial, foi encaminhada para a escola regular. Ela foi minha aluna, e hoje apresenta-se  bem entrosada na nossa escola.

     Fiz essa entrevista com a mãe da menina T., 9 anos - com Síndrome de Down.

     Segundo Glória (nome fictício), não foi uma gravidez planejada, porém fez todos os exames, na ecografia não mostrou nada, apenas sua irmã uma vez comentou com ela durante o exame, que a criança teria uma cabeça enorme, mas o médico nada argumentou. A menina nasceu de 8 meses, na hora do parto, os médicos entregaram a criança a mãe e disseram que ela era mongoloide. A mãe levou um susto, mas ao mesmo tempo pensou que ia ter que cuidar.

     Glória relata que recebeu muitas visitas, o que não aconteceu nas outras gravidez, ela garante que eram apenas pessoas curiosas. Uma vizinha parou- a na rua (no dia em que saiu do hospital) e disse - não dura mais que 20 anos.

     As visitas no pediatra eram constantes, pois como as crianças com Síndrome de Down, nascem com a cabeça muito maior do que o corpo, precisam estar sempre acompanhando a medida da circunferência da cabeça e ao mesmo tempo do corpo.

     Uma vizinha que tem uma filha deficiente auditiva, convida Glória para conhecer a Escola Especial Cebolinha, nessa época T. já esta com três meses. Lá conversa com o Dr. Jorge e este lhe explica tudo sobre a Síndrome de sua filha, que ela iria falar, caminhar, seria uma criança normal e com poucos traços da síndrome. Começa então o tratamento para estimulação precoce da menina, a mãe relata, que como ela tinha uma cabeça muito grande  e pesada, procurava segurar com todo cuidado, e lá na escola a professora Tatiane dizia para ela que não precisava segurar tanto, que a cabeça dela não iria cair, pelo contrário deveria deixar  ela se firmar. O bico seria essencial para o tratamento da menina, mas segundo a mãe não houve quem conseguisse fazer com que ela gostasse do mesmo. 

     Aos 5 meses começou a dar mamadeira e surge então as crises de diarreia, fez vários exames e os médicos não conseguiam descobrir o que ela tinha (perda de peso). O pediatra manda então que a mãe a leve até o hospital de Clinícas para interná-la, nesse período a criança já estava desidratando. No hospital ela fica internada 40 dias - descobriram o raquitismo, alergia a lactose e sacarose. Começaram a alimentá-la com o leite ALFARE importado da Holanda, diz a mãe que um gosto horrível, como ela não aceitou tomar via oral, colocaram sonda. Quando ganhou alta, a mãe não tinha condições de comprar esse leite, na época, custava mais ou menos R$ 50,00 a lata, no hospital ensinaram a fazer um leite com peito de frango, água de arroz e sem açúcar (ela não lembra mais como fazia). Com esse leite ela começa novamente a perder peso e apresenta agora um quadro de pneumonia, interna por mais 30 dias.

     No hospital retorna ao leite ALFARE, os médicos decidem que será preciso tomar esse leite, deram o encaminhamento para pegá-lo pelo Estado, mas como a morosidade é demais, e a criança precisa alimentar-se, sua tia (irmã da mãe), vai até o jornal de Gravataí, e faz um apelo, uma instituição de pessoas com necessidades especiais da cidade doa 2 latas (ela não lembra mais o nome), a empresa Dana Albarus e o Motel Diskretus, passam a fornecer leite e fralda para T., mesmo quando ela precisava ficar internada que foram várias vezes, a mãe só ligava para os "patrocinadores" e eles mandavam em quantidade. Segundo Glória a Secretaria de Saúde do município procurou o leite na cidade e não encontrou. O hospital de Clínicas deu o recipiente para colocar o leite e o equipo (mangueira que leva o leite até a sonda). Como ela apresentou refluxo, o leite tinha que ser pingado, através da sonda. Quando acontecia da sonda estragar, os postos de saúde não queriam trocar,  nem atender a menina. Mesmo com o uso do leite e agora mais forte, ela continuou apresentando as crises de pneumonia, quando curava um lado do pulmão, atacava o outro lado. As crises de pneumonia cessaram aos 3 anos de idade, justamente na época em que ela começa a caminhar.

     Entre 3 e 4 anos ela começa a freqüentar assiduamente a Escola Especial Cebolinha por 4 horas (meio turno), no início a mãe não viu crescimento cognitivo, somente a sociabilização com as outras crianças, mas relata também que a cada palavra dita por T. as professoras faziam festa, dando incentivo, ainda usava fraldas nessa época.

     Glória comenta que até hoje as pessoas olham com cara de nojo, deboche, parece que estão vendo um ser de outro planeta ao olharem sua filha, mas ela nunca escondeu a  menina do mundo e procura tratá-la como os outros filhos. 

     OBS: Glória comentou que na escola Cebolinha eles indagam com é a aceitação de uma criança especial, na família, na vizinhança, se são informados sobre alguém que não aceita, ou rejeita a criança, a assistente social vem até o local para conversar com essas pessoas. 

     T. tem um tio (irmão da mãe), que não aceita o fato de ela ter nascido com Síndrome de Down, e culpa a irmã por ter a filha assim, e ainda diz que ela tem que dar pau na menina para educá-la. Ela evita ir na casa desse irmão, para não estressar e incomodar o irmão.   

     Quando a mãe da menina descobriu que ela iria para uma escola regular, chorou e pensou é tudo que eu não quero. A professora de T. na escola especial, achou melhor esperar mais um ano para depois enviá-la para a escola regular, ela chegou em nossa escola com 8 anos, segundo a professora ela era muito apegada a mãe, isso poderia ser um problema numa outra escola. A mãe quis colocá-la numa escola longe de sua casa, pois na rua tem meninas que dizem que suas mães não deixam que elas brinquem com crianças desse tipo!! Optou por nossa escola na lista que a Central de vaga ofereceu para ela, e diz estar muito contente com sua escolha, pois a menina foi bem aceita na escola pela grande maioria. 'Sempre existem crianças, pessoas adultas que discriminam "o diferente", ela me relatou que no ano passado quando ela foi minha aluna, uma outra mãe disse que era um absurdo uma criança"doente" estar no meio de crianças normais."

     Depois que ela saiu da escola especial, recebeu em 2008, poucos atendimentos, muitas vezes a mãe ia na consulta e não era atendida. Em 2009, a menina ganhou alta da escola especial- não tem atendimento com a psicopedagoga e com a fono. As duas especialistas dizem ser indispensável esses atendimentos, mas que a mãe terá que procurar fora, pois o Cebolinha tem obrigação somente com os alunos que estão dentro da instituição.  

INFORMAÇÕES EXTRAS:

     Conversando com a atual professora da menina T., ela relatou-me que a mãe da menina conseguiu levá-la na psicopedagoga (fora da escola especial), e a mesma disse que somente com o trabalho  da fono (depois que a menina aprender a pronunciar as letras, entender o som das mesmas, ela conseguirá se alfabetizar), e isso somente com o trabalho de uma especialista. Essas atividades que são dadas para a menina( folhas com letras, palavras,etc, será só para passar o tempo). A professora relatou que ela não consegue fazer nenhuma atividade sozinha, até a pintura a professora tem que estar ao lado. Nessa semana ela estava muito agitada, tem uma colega com a qual ela não consegue se entender, a professora não sabe explicar porque. Os colegas quase não a procuram para brincar  somente duas colegas estão sempre próximas, uma delas tem um certo comprometimento cognitivo.

A professora diz que  T., só escreve seu nome com duas letras, não identifica o nome das cores, usa todas para pintar, mas não sabe nomeá-las. Possui autonomia para ir ao banheiro, comer sozinha, brincar na hora do recreio, tomar água no bebedouro. 

 

UNIDADE 4

  1. Abaixo irei relatar mais algumas informações sobre a família de T. achei bem pertinente saber um pouco mais sobre essa família, que ao meu ver são pessoas especiais, pois somente quem tem um amor supremo, recebe em seu meio uma criança com necessidades especiais.

     A mãe possui 7ª série, o pai a 5ª série, a irmã está na 5ª série, o irmão na 4ª série e T. no 2º ano de 9 anos. A família conta com o auxílio de R$ 60,00 - bolsa família.

     A família é de classe social baixa, tem residência própria, moram 4 pessoas na casa (sendo 3 menores de idade), a mãe é diarista (mas é raro fazer faxina), pois foi orientada a não trabalhar fora, para não perder a ajuda do governo. Possue renda mensal de um salário mínimo benefício do governo.

     A mãe conseguiu esa ajuda através da assistente social da Escola Especial Cebolinha, a menina tinha na época 3 meses, levou 45 dias para começar a receber o benefício.

T. receberá esse benefício até completar a maioridade, então fará uma perícia e se tiver condições de trabalhar perderá o benefício, se for constatado que ela não apresenta condições para trabalhar, eles aposentam . Atualmente T. não faz mais perícia, mas logo no início (quando começou a receber o auxílio do governo), fazia perícia de 2 em 2 anos. A mãe conta que assim que a menina nasceu ela recebeu ajuda da Secretaria de Saúde, não para  T.(pois eles não tinham o leite que ela precisava, mas para seus irmãos, davam leite, vale gás, hoje atual bolsa família.

 

 

 

UNIDADE 5

 

 

 

História de vida do aluno

Teste do Pezinho – Faculdade de Farmácia

 

 

Rastreamento Neonatal – Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas

RN de : Glória                                Nro. Registro:00000

Nome do RN: T.                                                        Data Nascto: 06/02/1999

Convênio: SUS/RS                                                    Data coleta:

Município: Gravataí – PQ. dos Anjos                        Data entrada Lab:

RESULTADOS

TRIAGEM PARA FENILCETONÚRIA

Dosagem de Fenilalanina: 0.83 mg/dl (Valor de referência: até 4.00mg/dl)

Material: sangue em papel filtro

Método: ensimático -colorimétrico                                   Resultado: NORMAL

 

TRIAGEM PARA HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO

Dosagem de TSH neonatal: 1.12uUl/ml (Valor de referência: até 20.00uUl/ml)

Material: sangue em papel filtro

Método: fluorimetria                                                         Resulatado: NORMAL

Data da liberação do resultado: 05/1999

 

Histórico das internações:

 

-26/07/99 teve sua primeira, causa da internação BCP e GEA. Alta 15/08/99;

-09/09/99 teve sua segunda internação -motivo da internação (internou com quadro de febre há 5 dias, até 36,5ºC, tosse seca e fezes semi-líquidas 3x dia, sem sangue, muco ou pus. Alta em 20/09/99;

-25/09/99 interna com diarréia prolongada. Alta em 03/11/99;

-31/12/99 interna com tosse produtiva e febre. Alta em 31/01/2000

-05/03/2000 interna com pneumonia bacteriana não classificada em outra parte – pneumonia bacteriana não especificada, bronquiolite aguda. Alta em 15/03/2000;

-25/07/2000 interna com febre e tosse. Alta em 03/08/2000;

-19/08/2000 interna com PCA – o resto não consegui entender. Alta em 20/09/2000;

-06/11/2000 interna com broncoespasmo de difícil controle.Alta em 21/11/2000;

-08/01/05 interna não entendi a letra do médico.Alta em 13/01/05.

 

     Em 05 de fevereiro de ..., sai uma edição no Correio de Gravataí pedindo ajuda para menina T.

     COMUNIDADE MOBILIZADA PARA AJUDAR CRIANÇA QUE PRECISA DE ALIMENTO IMPORTADO.

O drama da pequena T., relatado na edição de ontem do Correio de Gravataí, mobilizou diversas pessoas da comunidade. Telefonemas à Redação serviram para formar uma corrente em prol da menina, portadora da Síndrome de Down, que amanhã completa um aninho. Uma das primeiras ajudas partiu da Associação das Famílias e Amigos de Portadores de Deficiências, que conseguiu a alimentação especial, que é dada através de uma sonda. O produto é de origem holandesa e pouco encontrado nas farmácias.  

     A última dose da lata da Alfaré que ela havia ganho no Hospital de Clínicas acabou na noite de quinta-feira. Na sexta-feira pela manhã, a mãe de T., a dona de casa Glória, foi obrigada a alimentar a menina com água de arroz, já que ela não pode ingerir nenhum alimento com sacarose ou lactose. 

     Na tarde de sexta-feira, a mãe da garotinha já suspirava mais aliviada. Maria Luci Mendes, presidente da Associação das Famílias e Amigos de Portadores de Deficiência, e Marlene Haubert, também integrante da associação, chegavam com uma lata do alimento. 

     "Graças a Deus, eu já estava preocupada, pois  T. ia começar a perder peso novamente", agradeceu emocionada. 

     Nesta mesma tarde, a menina foi cadastrada na associação para que possa receber apoio, como assistência médica e alimentar. "Nós, mais do que ninguém, sabemos das dificuldades que ela enfrenta. Não vamos deixar faltar de jeito nenhum alimento para essa menina", disse Maria Luci, que também é mãe de um portador de Síndrome de Down.

     Além desta doação foram diversos telefonemas de pessoas que, comovidas com a situação da

 menina, pediram mais informações para comprar o alimento. 

OBS: Ressalto aqui a palavra "portadora", uma pessoa só pode ser portadora de uma carteira, um objeto, o qual assim que desejar irá largar. O que não podemos dizer de uma pessoa que tem alguma deficiência, infelizmente ela não poderá largar essa deficiência no momento em que desejar, digamos que poderá amenizar essa necessidade, mas jamais deixar de ser um deficiente. 

 

UNIDADE 6

 

- Comportamentos observáveis na escola sobre: relacionamento com professores, funcinários, colegas, outros;

-questões de aprendizagem;

-movimentos para inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);

-movimentos para a inclusão do aluno; e

-envolvimento da família no processo de inclusão escolar.

 

 

Parecer descitivo do 1º trimestre aluna T.

A aluna T. tem um bom relacionamento com os colegas e professora.

Ela participa e demonstra interesse na escola quando está realizando alguma atividade.

Melhorou sua pintura, cuidando os limites dos desenhos.

Conhece e reconhece os desenhos, mas apresenta dificuldade de compreender o enunciado que a professora explicou  para fazer a atividade.

Sua fala é muito comprometida, pois os sons que pronuncia, às vezes não dá para entender. Mas o som da letra "A" ela consegue.

Pronuncia "prô" para falar professora. Alguns amigos ela pronuncia o nome.

Sabe dobrar uma folha de ofício ao meio sem ajuda.

Necessita usar sempre o óculos durante a aula e atividades.

Está pegando  livrinhos na biblioteca, demonstra estar gostando.

Gosta da cor amarela, mas não reconhece no lápis, nas outras coisas.

Gosta de brincar na pracinha, principalmente no balanço e escorregador.

Ela consegue obedecer regras e algumas ordens faladas pela professora. 

Reconhece a primeira e última letra do nome próprio.

Participa de brincadeiras que desenvolvam o equilíbrio e a coordenação motora.

A T. consegue realizar atividades de recorte e colagem.

Ela escreve a data do seu jeito, utilizando símbolos e a letra"A e T".

Da sua maneira ela conseguiu desenhar uma tartaruga copiando do quadro.

Faz o traçado da letra A, T e outras do seu nome.

Sabe utilizar tinta para pintar objetos e fazer um desenho.

Ela conta a quantidade, mas ainda não utiliza o traçado dos números.

Algumas vezes ela consegue relacionar quantidade com o número.

Desenha com lápis, sol boneca, flor com nitidez e detalhes que possamos identificar.

A T. precisa sempre da intervenção da professora ou auxílio nas atividades. Demonstra autonomia ao ir no banheiro e tomar água sozinha. Guarda seu material, organiza-os  na classe e observa a aula e colegas.     

Minha escola ainda não possui uma forma diferenciada de avaliação, o professor possui autonomia para fazer a avaliação que achar mais conveniente para seu aluno com necessidades educacionais especiais. Só possuimos uma rampa, muito mal feita para  acessibilidade de alunos cadeirantes (não possuimos nenhum até o momento). Banheiros não possuimos, salas apropriadas, mesas ou cadeiras especiais nada disso temos na escola.

A mantenedora nos mandou uma monitora para trabalhar com os alunos especiais, mas ela possui apenas  o 6º semestre em Pedagogia pela Ulbra. Tem dois cursos em educação especial. Resumindo sabe tanto quanto nós.  

Nossa orientadora, está atrás de uma fono para T., pois como ela recebeu alta da escola especial da qual recebia atendimento até o ano passado, a mesma não pode ficar sem atendimento especializado de fono e psicopedagoga, na escola todos colaboram conforme suas possibilidades para ajudar no atendimento dessas crianças, ninguém possui formação, mas possuem boa vontade. A mãe de T. está sempre presente na escola, quando precisamos conversar ela comparece, é uma pessoa que aceita sugestões, ipiniões, sabe das limitações de sua filha e não cobra dos professores, porque sabe que os mesmos fazem o melhor que podem para atender sua menina. Acha um absurdo, uma sala cheia de crianças e mais as inclusões para os docentes atenderem.   

 

 

UNIDADE 7

     "A possibilidade de atuar junto a alunos que apresnetam algum tipo de desvantagem gerada por suas condições, sociais, culturais ou biológicas apresenta ao professor a anecessidade de buscar elementos significativos capazes de evidenciar situações de vida que apontem uma sintonia entre ele e os alunos".

     No início de 2008, quando recebi a aluna com Síndrome de Down, recebi um choque grande, no primeiro instante ´coloquei-me na defensiva dizendo que não tinha conhecimento de tal problema (necessidade especial), mas não tive escolha. Porém o "problema" não foi tão complicado quanto estava imaginando, ocorreu entre nós uma interação, uma cumplicidade e atualmente sinto falta dela em minha aula, fico até com ciúmes de ver o entrosamento dela com a nova professora. Mas também sinto que tive uma parte significativa em sua sociabilidade e interação na escola regular.

     "O processo de conhecimento é encarado como construção ativa da relação entre sujeito e mundo. O sujeito que nos interessa aqui, são aqueles representados como alunos em situação em desvantagem em ação aos demais, quando submentidos ao meio escolar."

     Observei que a menina que relatei em meu estudo de caso, mesmo tendo muitas lacunas, dificuldades de pronunciar as palavras, em certas atividades possuia mais habilidades do que as crianças "ditas normais". As atividades na qual usávamos o tato- era difícil o colega que conseguia  "ganhar" dela. Sua percepção tátil era surpreendente  (aparece aqui o velho preconceito, criança com necessidades especiais, nós passa a idéia de que possui lacunas em todos os sentidos, e isso não é verdade!)  

     "Aprender a conviver com a diferença é contribuir para a formação da vida do sujeito".

     Ao meu ver a convivência com a aluna T. nos fez diferentes, tanto eu como professora e ser humano, seus colegas e a própria menina. Ela teve boa aceitação por parte dos colegas, nunca tive problemas de relacionamento entre eles, ao contrário ela sempre recebeu bastante ajuda dos colegas, nas brincadeiras participava ativamente, se não conseguia entender outras crianças vinham ajudá-la, enfim contribuimos um pouquinho na formação de T. 

     "Ao contemplar o trabalho com o diferente a escola passa a encarar o inesperado como elemento integrante do cotidiano escolar. O acolhimento do aluno que representa o inusitado coloca-o, necessariamente, a repensar com profunidade seu papel e funções."

     A escola de T. iniciou um processo de reavaliação do papel docente, pois um aluno com necessidades especiais, já o professor sair de seu casulo e esta precisa ir buscar meios para lidar com o diferente, com o inesperado, foi o que aconteceu nessa escola, todos precisaram interagir, ajudar, participar, pois uma escola não é feito somente com o professor e o aluno, mas com todos os segmentos que dela fazem parte, e todos precisam aprender a lidar com as diferenças que surgirem.

     Dizer que educar na diversidade pressupõe a adoção de um modelo de currículo que facilite a aprendizagem de todos os alunos a alunas em sua diversidade. Ao meu ver é complicado, pois temos  um número demasiado de alunos, e muitas vezes não conseguimos alcançar a todos "ditos normais", que dizer daquele que possui um pouco mais de dificuldades. Acredito que as mantenedoras deveriam preocupar-se sim com a inclusão mas respeitando os docentes e os discentes em suas individualidades, e não visando somente a quantidade e não a qualidade, que é a nossa realidade em sala de aula.

     A escola de T. trabalha com parecer descritivo, por enquanto esse tipo de avaliação esta  dando conta das possibilidades e competências das crianças observadas. Minha preocupação é a partir do 4º anos/9, que já trabalha com notas, o que será feito com os alunos com necessidades especiais, pois nossa supervisora ainda não sabe dar uma resposta quando indagada. 

     Essa interdisciplina, ao meu ver foi muito significativa, pois depois das leituras realizadas, percebi que não existem fórmulas prontas, manuais para o trabalho de inclusão, o que existe é a boa vontade do docente, a esperança de um dia os governantes respeitarem professores e alunos, e valorizarem a vida pessoal e profissional de ambos. 

     Gostaria de terminar novamente usando uma frase da professora Daniela Real, que me fez refletir muito. "A escola está doente, não são os alunos com necessidades educacionais especiais que a deixaram doente."  

 

Referências Bibliográficas utilizadas:

Pistóia, Lenise Caçula. Diversidade e Currículo.

Pistóia, Lenise Caçula. A rede de interações como concepção pedagógica: Alternativas no espaço da sala de aula com alunos em situação de desvantagem.

Comments (10)

Daniela said

at 9:58 pm on Apr 20, 2009

Boa noite Ana,
Funcionou.
Amanhã posto um comentário.
Abçs, Daniela

Janaína Siviero Ribeiro said

at 4:46 pm on May 3, 2009

OLá, Ana!

Já estás com teu estudo de caso encaminhado! PARABÉNS!
Sugiro que utilize um nome fictício aqui no pbworks para preservar a identidade da criança e da família!

O teu dossiê está bem completo até o momento! Conseguiste fazer o que foi solicitado das unidades!

Eu não havia comentado antes, pois eu não tinha acesso! Agora que me convideste é possível comentar!
Abraço,

Janaína Siviero Ribeiro said

at 11:27 pm on Jun 3, 2009

Oi, Ana!

Tu estás muito bem articulada em envolvida no teu estudo de caso!

Sugiro, apenas, que tu escreva um parágrafo de introdução para o teu estudo de caso, pois tu já inicia com a entrevista. Podes dizer que te motivou a escolher esse caso, como fizeste essa escolha, etc.

Parabéns pelo teu empenho!

Um abraço,

Janaína

Daniela said

at 11:53 am on Jun 13, 2009

Bom dia Ana,

Estou visitando os dossiês de todos e postando comentários. Vou fazê-lo por partes. Em relação a atividade da Unidade 1: você relata sua experiência com alunos com necessidades educacionais de forma clara e objetiva. Informa seu medo incial e seu estranhamento em relação a chegada de alunos 'diferentes' a sua classe. Avisa de seu 'despreparo' para o trabalho com alunos com necessidades educacionais especiais e da resistência da mãe que queria que aluna retornasse a escola especial, que por sinal, não deu a você o apoio que você esperava. Acho que você fez um bom trabalho e que est sendo muito crítica em relação a seu prórpio fazer pedagógico. Quando citas a existência de leis que garentem o acesso e a permanência de alunos com deficiência na escola e em seguida questionas se essa existência basta por si só, evidencias apropriação das leituras e capacidade de reflexão crítica. Ao comentares sobre capacitação apontas para um fato relativamente novo na formação de professores que é a inclusão de disciplinas que abordm as questões da deficiência e da inclusão escolar. Estas disciplinas passam a ser obrigatórias somente em 2008 depois da publicação da Política Nacional de Educação de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, até entõ eram oferecidas nas universidades como disciplinas eletivas ou opcionais. No PEAD teremos esta interdisciplina e a interdisciplina de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para discutir essas e outrs questões. É considerada capacitação qualquer atividade com esta temática que tenh mais de 40 horas, no entanto estar capacitado não significa estar habilitato para trabalhar em SIR (Salas de integração e recursos) ou LA (Laboratórios de aprendizagem). Continue com o bom trabalho!
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 12:04 pm on Jun 13, 2009

Cara Ana (sobre a unidade 2),

Você contextualiza sua escola e percebo que há na Rede Muncipal de Ensino de Gravataí uma opção por nomes de escritores. Já estive fzendo oficina nas escolas Monteiro Lobato e Érico Veríssimo. Você escreve que apenas a aluna Síndrome de Down tem atendimento especializado, melhor seria escrever a aluna com Síndrome de... Você apresenta uma questão que já comentei em relação a sua postagem sobre a unidade 1: Quem faz o atendimento especilizado? Qual a formação necessária para isso? Acho que você pode desenvolver um pouco este assunto uma vez que você informa que os professores de sua escola "não recebem formação específica para o atendimento educacional especializado dessas crianças". Talvez você possa retornar aos textos sobre atendimento educacional especializado e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva para responder a estas questões. Sua ponderação de que a escola não tem recursos para a inclusão, para a remoção de barreiras com vistas a promover a acessibilidade é procedente. Mas a pergunta é: o que faremos enquanto nisso não ocorrer? Deixo aqui algumas sugestões e provocações para continuidade de seu trabalho, com o objetivo único de contribuir para uma maior qualificação de seu dossiê.
Bom trabalho!
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 12:28 pm on Jun 13, 2009

Boa tarde Ana, (Parte 2 da unidade 2 e unidade 3)

Você contextualiza os serviços de atencimento educacional especializado oferecidos pela sua rede, lembro apenas que é preciso indicar as referências completas da fonte das informações, se Web é preciso informar também a data do acesso. Em seguida nos apresenta o caso de T., 9 anos e seu primeiro diagnóstico: mongolóide. Na primeira aula presencial discutimos um pouco sobre as questões que envolvem a nomenclatura sobre as pessoas com deficiência, mas em seu relato fica evidente que isso inda contece. Na verdade crianças com Síndrome de Down tem a cabeça grande quando comparada a outras partes do corpo, proporcionalmente, nõ é maior que o corpo como escreve. Você informa sobre o preconceito do pai, dos vizinhos, dos outros pais de alunos da escola regular, infelzmente isso ainda ocorre. Mas é preciso combater este preconceito que exclui e estigmatiza, e que reflete, no mínimo, desconhecimento das questões que envolvem as pessoas com deficiência. Ana, observe que temos discutido sobre a nomenclatura e que não utilizamos mais a expressão surdo-mudo quando nos referimos a sujeitos surdos ou defifientes auditivos. Ao relatares a história de T. você informa que além das dificuldades associadas a síndrome a menina ainda tinha intolerância a lactose o que significou um série de problemas associados a dificuldade de alimentação.
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 12:32 pm on Jun 13, 2009

Ana (sobre unidade 4),

Você complementa as informações trazidas na unidade 3, no entanto acho que você poderia tentar escrever um pouco mais sobre as informações levantadas, tentando demonstrar a apropriação das leituras da unidade e suas possíveis relações com o que esta sendo dito. Um movimento nest direção virá a qualificar ainda mais seu trabalho. Ficamos mais curiosos com seu aviso inical de que tem autorização da mãe para escrever do que propriamente com o conteúdo.
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 12:38 pm on Jun 13, 2009

Cara Ana (sobre unidade 5),

Você faz uma contextulização da avaliação inicial de T. informando os resultados do Teste do Pezinho e outros encaminhamentos. Refere a dificuldade de alimentação de T. bem como sua exposição na mídia para conseguir alimentação especial. Acho que pode acrescentar outras informações que julgue necessárias par que seu leitor conheça ainda mais a história de T. Bem comom você pode expressar suas opiniões sobre tudo o que est sendo pesquisado. Como sugestão para sua escola indico o documentário "A História de Peter", também existem livros infanto-juvenis que abordam esta temática e podem ser importantes na sensibilização de professores e alunos da escola.
Abçs,
Daniela

Janaína Siviero Ribeiro said

at 2:55 pm on Jun 20, 2009

Olá, Ana!

A profa. Daniela deixou várias sugestões para o aprimoramento do teu estudo de caso, conseguiste realizá-las? Precisa de ajuda ou auxílio?

Complementaste teu estudo até a unidade 6, sugiro que separe no texto o que é não é escrita tua. Por exepmplo: parecer da professora e entrevistas. Podes destavar com itálico esse tipo de informação, assim fica mais claro para quem vai ler. Quando falares da escola, deves te referi À escola da aluna. Por exemplo: "Minha escola ainda não tem..." Deves escrever: "A escola da aluna ainda não..." pois o caso refere-se à aluna.

Um abraço,

Janaína

Janaína Siviero Ribeiro said

at 10:23 pm on Jul 8, 2009

OLá, Ana!

Muito interessante teu realto final, pois fazes relações com outra experiência incusiva que viveste. Através do acompanhamento do teu estudo é perceptível teu envolvimento com o caso e tua busca por informações. PARABÈNS pelo trabalho! Sugiro que faça a referência das citações que fazes durante o texto. Deves completá-las com (nome do autor, página, ano da obra). Também é necessário fazer as outras modificações sugeridas. Depois dessas alterações teu estudo de caso está concluído!

Um abraço,

Janaína

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